Gestão de jornada e banco de horas na construção civil: O que mudou com as decisões recentes do TST

Na construção civil, usa-se o banco de horas como uma ferramenta para viabilizar a flexibilidade necessária, pois as demandas variam conforme o andamento das obras.

Assim, é importante compreendê-las para que gestores e trabalhadores possam adequar seus processos de controle de jornada e compensação de forma legal e eficiente. Então, para ajudar a entender o contexto, continue com a leitura deste artigo e, nos tópicos a seguir, encontre todos os esclarecimentos relevantes.

O que é o banco de horas na construção civil

O banco de horas é um sistema no qual as horas trabalhadas, além da jornada regular, podem ser acumuladas para serem compensadas em períodos futuros. Desse modo, é possível para as empresas evitarem o pagamento imediato das horas extras.

No setor da construção civil, que lida com variações intensas de carga horária, esse mecanismo permite alinhar a necessidade de flexibilidade com a legislação trabalhista. Assim, o setor consegue organizar melhor os fluxos de trabalho e custos.

No entanto, após as recentes decisões do TST, algumas regras para o uso e controle dessas horas passaram por ajustes. O objetivo das mudanças é garantir que haja uma maior transparência, bem como a proteção aos direitos dos trabalhadores.

Decisões recentes do TST sobre o banco de horas

O Tribunal Superior do Trabalho, em suas decisões recentes, enfatizada a necessidade do controle rigoroso do banco de horas. Em especial, por meio de sistemas de controle de jornada que sejam mais confiáveis e precisos.

Diante disso, uma das principais decisões está relacionada à exigência do registro eletrônico ou manual, que deve comprovar exatamente o início e o término das jornadas, além dos intervalos. Assim, para o TST não é mais suficiente para sua validade o simples acordo verbal sobre o banco de horas.

Agora, é necessário que haja uma documentação formal que respeite os direitos trabalhistas. Além disso, a entidade reforçou que a compensação das horas extras acumuladas via banco de horas precisa ocorrer, de preferência, dentro do período máximo que a legislação estabelece que, de acordo com o caso, pode chegar a um ano.

É fundamental, portanto, que os empresários da construção civil observem esse ponto, uma vez que a continuidade das obras nem sempre permite a compensação rápida. Porém, não atender o prazo determinado pode gerar o direito ao pagamento da jornada extra com adicionais, o que aumenta os custos para as empresas.

Controle de jornada nas obras: Principais desafios

Implementar um controle de jornada eficiente na construção civil apresenta desafios distintos em comparação a outros setores da economia. Isso acontece porque, muitas vezes, as obras são executadas em locais variados e que também estão sujeitos a condições externas.

Entre eles, clima e disponibilidade de equipamentos, o que pode afetar o horário de trabalho dos funcionários. Desse modo, o TST recomendou a adaptação dos sistemas de controle para garantir que o levantamento do banco de horas seja feito com clareza e segurança.

Para tanto, pode-se fazer uso de novas tecnologias, como pontos eletrônicos portáteis ou sistemas digitais integrados. Com isso, é possível reforçar o compromisso das construtoras com a transparência na gestão das horas, além de ajudar a evitar litígios e multas futuras.

Impactos das mudanças no banco de horas para a construção civil

Diante das recentes decisões do TST, as empresas do setor precisam rever seus acordos coletivos e políticas internas que se relacionam ao banco de horas. Afinal, é imprescindível que os gestores da construção civil garantam que todo processo de controle de jornada esteja de acordo com as orientações da entidade.

Para tanto, é preciso assegurar o registro adequado das horas extras, bem como a negociação individual ou coletiva e a compensação dentro do prazo correto.

Essa reorganização pode demandar maior investimento em sistemas de gestão e treinamento de pessoal responsável pelo controle de ponto. No entanto, o benefício é certo: Um ambiente de trabalho mais transparente, com menos riscos de ações judiciais por parte dos empregados.

Importância do advogado nesse contexto

Diante das recentes decisões do TST, que indicam uma mudança no entendimento a respeito do banco de horas, o apoio de um advogado mostra-se indiscutível. Principalmente, que seja especialista e tenha larga experiência em direito trabalhista com foco na construção civil.

Com isso, os empresários do setor conseguem se manter atualizados e seguros quanto às regras para gerir a jornada de trabalho dos seus funcionários. Isso é garantido porque o profissional pode orientar sobre a elaboração e revisão de acordos e convenções coletivas.

Assim, é possível estar em total conformidade com as decisões do TST e a legislação vigente. Além disso, o advogado assessora na implementação de sistemas de controle e analisa possíveis contingências. Também está apto a representar a empresa em eventuais processos trabalhistas, minimizando riscos e prejuízos.

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